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ASSIM NASCEU PENÁPOLIS

A região estava repleta de árvores que se erguiam majestosas para o céu, demonstrando a força do solo onde fincavam suas raízes. Aos seus vários tons de verde misturavam-se as cores dos pássaros que semeavam vida ao espalhar sementes mata adentro.
Nos dias ensolarados, onde o azul se fazia mais azul, o silencio era interrompido pelo guinchar dos macacos, assobio das capivaras, cigarrear das cigarras, rugido das onças ao saciar sua sede no regato cristalino, que sussurrando ia enfeitar os recessos escuros da floresta selvagem.
Quando a noite cobria o dia, um pesado silêncio tomava conta da mata virgem, quebrado aqui e acolá pelo trilar dos grilos, piar das corujas, gemer do curiangos, farfalhar dos morcegos, e murmurar da brisa deslizando suavemente pelo arvoredo acariciado pela luz da lua.
Um grande rio também adormecia, tendo às suas margens uma sucuri preguiçosa após farta refeição. Somente no tempo das tempestades suas águas engrossavam, deixavam seu leito para invadir a mata, rugindo feito fera ferida.
Nessa época os anos não eram contados, os meses não possuíam nomes, o calendário era formado pelo mudar do tempo de chuvoso para seco, fases da lua, colorido das flores, nascimento dos filhotes das aves e dos animais.
Um dia o silêncio foi quebrado por uma agitação jamais vista, fazendo com que a paz deixasse de reinar naquele pedaço de paraíso. As trilhas percorridas pelos tatus, veados campeiros, capivaras, jaguatiricas e onças pintadas foram invadidas por seres até então desconhecidos.
Corpos cobertos por estranhas vestimentas - ao contrário dos índios que ali moravam e andavam nus – eles caminhavam com suas cabeças voltadas para cima e para os lados, demonstrando um misto de admiração e espanto diante da beleza descoberta.
À noite, em torno de fogueiras, tocavam instrumentos estranhos, misturando seus sons com o vozerio forte dos homens e as vozes suaves das mulheres, que entoavam cantos diferentes do cantar dos índios e dos pássaros.
Não demorou para surgirem casas toscas, mas acolhedoras, com suas chaminés expelindo uma fumaça branca que seguia percorrendo os galhos das árvores, levando o cheiro doce do alimento preparado no fogão a lenha.
Aos poucos a mata foi sendo abatida sob os olhares atentos dos índios que não entendiam porque os homens de pele branca - alguns com pelos no rosto - derrubavam suas árvores, espantavam seus pássaros, matavam os animais não só para comer, mas pelo simples prazer de matar.
No terreno aberto um lugarejo foi se formando, demonstrando que os sonhos dos homens brancos estavam se tornando realidade no meio da grandiosidade da natureza que os cercava.
O povoado cresceu, uma capela foi construída e os devotos rezavam suas orações aos pés do altar, muito embora os homens tivessem muito mais fé nas armas, do que nos santos. Os frades capuchinhos, com suas longas barbas e batinas escuras, encarregavam-se dos casamentos, batizados, encomendar os mortos e rezar a missa dizendo em latim “Dominus Vobiscum” (O senhor esteja convosco). 
Também ensinavam as primeiras letras e os mistérios da santíssima trindade para as crianças, sob os olhares protetores de São Francisco de Assis, escolhido como padroeiro do lugarejo em formação.
Todos os anos, no dia 25 de outubro, estes fatos são relembrados pelos netos e bisnetos desses avôs que ostentavam nos bigodes o símbolo da honestidade, netas e bisnetas das mulheres que presenteavam a todos com o doce dos seus carinhos.
Unidos em profundo respeito, eles reverenciam os desbravadores que enfrentaram o desconhecido para plantar as primeiras sementes da Cidade que cresceu e tornou em um dos mais importantes Polos Culturais e Turístico Religioso da nossa região. 
Esta é uma das razões pelas quais os visitantes que por ela passam afirmam: Penápolis, a Princesa da Noroeste, é uma cidade na qual se respira cultura e religiosidade. 

 
 
 
 
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